quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Zé Renato lança ‘O amor é um segredo’ em JF

Zé Renato
Zé Renato volta a Juiz de Fora para show no Sensorial (Foto: Philippe Leon/ Divulgação)

Cantar e tocar violão como se toma um café: é o cotidiano. Faz parte da ordem do dia. Zé Renato faz disso mais que um hábito, momento que, mesmo sem pretensão, saem ideais de projetos e novas músicas. O músico, ex-Boca Livre, lançou em 2019 o álbum “O amor é um segredo”, que traz interpretações de músicas de Paulinho da Viola. Mesmo com detalhes de sopro e percussão nas faixas, voz e o violão é que sobressaem, trazendo a identidade de Zé Renato, que há 40 anos tem o instrumento como companhia. Neste sábado (3), ele apresenta em Juiz de Fora, no Sensorial, a partir das 20h, o projeto que roda o Brasil a tempo: no ano em que Paulinho da Viola completa 80 anos.
Não é a primeira vez que Zé Renato lança um projeto de releituras de compositores brasileiros. Nomes como Zé Ketti, Chico Buarque e Orlando Silva já fazem parte da sua discografia. Isso porque o músico seguiu perpetuando o costume da casa de seus pais, de ouvir as músicas desses outros compositores. Elas fazem parte da sua memória afetiva e vira e mexe são relembradas nos momentos com o violão.
Com o repertório de Paulinho da Viola, foi diferente. O sinal de interesse surgiu a partir de uma playlist só com as músicas do sambista, que ia se renovando com o passar dos dias. “Mesmo que eu tenha ouvido muito ele, naquele momento, elas foram parecendo inéditas para mim. E eu comecei a tirar algumas delas no violão, sem projeto em mente. Aos poucos, o violão foi guiando alguns caminhos, algumas melodias, que eram diferentes, tinham cara original. E eu quis registrar nesse formato como nasceram para mim: com a voz e o vilão mais destacados.” Para que a gravação mantivesse o clima de estar em casa e pegar o violão, Zé Renato o gravou em dois dias, preservando a naturalidade e a espontaneidade.

Samba triste

Caetano Veloso escreveu: “A tristeza é senhora/ Desde que o samba é samba é assim”. Zé Renato, na seleção das músicas, manteve essa ideia. As nove canções que compõem o álbum são sobre amor, mas amores mais tristes e que não necessariamente deram certo. O título “O amor é um segredo” foi tirado da música “Só o tempo” e, de acordo com ele, traduz esse sentimento. Já a capa, traz um casal de idosos negros se beijando. “Foi a forma como a gente encontrou de tratar de um momento mais delicado. É uma leitura particular da obra do Paulinho, com a minha visão e assinatura”, diz. O disco contou com a produção de Tostão Queiroga e Lula Queiroga, sendo deste último a ideia de colocar na capa o beijo do casal, fotografado por Juarez Ventura.
O disco seleciona, principalmente, as músicas do lado B de Paulinho da Viola. No show, no entanto, a homenagem contempla os clássicos e outras mais alegres, como “Rio que passou em minha vida” e “Sei lá, Mangueira”. Adepto da apresentação voz e violão – afinal foi exatamente assim como tudo começou, há 40 anos -, Zé Renato traz para o show o percussionista Paulinho Dias, que mantém a áurea do disco, apesar de, na hora do espetáculo ao vivo, eles estarem sob a influência do risco.

 

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