terça-feira, 29 de novembro de 2022

UFJF e IF Sudeste estão incluídas em novo corte orçamentário do Governo federal

Entidades ligadas à educação superior brasileira comunicaram, na noite de segunda-feira (28), um novo corte orçamentário, na ordem dos R$ 244 milhões, imposto pelo Governo federal às instituições de ensino. O bloqueio de recursos não foi confirmado publicamente pelo Ministério da Educação (MEC), entretanto, um comunicado sobre limites à movimentação e empenho de verbas do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo federal (Siafi) divulgado por parte das entidades que representam o setor inclui, entre os destinatários, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e o IF Sudeste. A Tribuna perguntou às instituições do município sobre os impactos da medida e aguarda resposta.

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) atribui ao Governo federal, em comunicado, retirada de recursos de cerca de R$ 244 milhões que teria ocorrido na tarde de segunda-feira e que “praticamente inviabiliza as finanças de todas as instituições”, segundo a entidade.

“Como é de conhecimento público, em vista dos sucessivos cortes ocorridos nos últimos tempos, todo o sistema de universidades federais já vinha passando por imensas dificuldades para honrar os compromissos com as suas despesas mais básicas”, critica a Andifes, que expressa, na nota, expectativa para que a retirada de verbas seja revista.

Órgão federal inclui UFJF e IF Sudeste

Comunicado do Siafi tem UFJF e IF Sudeste entre os destinatários. (Foto: Redes Sociais)

Ainda na segunda, o presidente da Andifes, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) divulgaram, pelas redes sociais, uma imagem de comunicado do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo federal (Siafi), do Tesouro Nacional, que teria sido enviado às 16h32 do mesmo dia. No texto, consta que a Junta de Execução Orçamentária (JEO) teria aprovado bloqueio de “despesas discricionárias” do Governo federal para “cumprir a regra do teto de gastos”. O comunicado, que tem a UFJF e o IF Sudeste entre os destinatários, não indica o valor bloqueado.

O Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) também divulgou nota alertando que o setor educacional “está prestes a sofrer um novo revés em seu já restrito orçamento”. O órgão afirma que o MEC “retirou todos os limites de empenho distribuídos e não utilizados pela instituições, enquanto define um valor efetivo para o bloqueio orçamentário”.

Assim como a Andifes, o Conif lembra que o limite para empenho de despesas neste ano é o dia 9 de dezembro, de modo que a atual limitação é vista “como corte pelos gestores”, uma vez que, depois do nono dia do próximo mês, “a instituição não poderá mais empenhar ou terá que aguardar uma nova janela”.

Possibilidade de bloqueio foi sinalizada em outubro

No último mês, um contingenciamento de verbas de R$ 328,5 milhões do orçamento das universidades federais despertou preocupação nas instituições de ensino. Na ocasião, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) afirmou que, na prática, o bloqueio dos recursos incluiria verbas vindas de emendas parlamentares. Posteriormente, o MEC informou que as verbas seriam desbloqueadas.

O bloqueio orçamentário fazia com que os cortes na educação fossem para a casa dos R$ 2 bilhões. Somado ao valor que já havia sido bloqueado ao longo de 2022, as universidades federais chegavam a R$ 763 milhões em contingenciamentos no orçamento que havia sido previsto para esse ano

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