A rede municipal de ensino suspendeu as atividades nesta quarta-feira (8). O motivo é a paralisação do Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro-JF), que acontece durante todo o dia em meio à campanha salarial deste ano. Às 14h, a categoria se reúne para definir em assembleia os rumos do movimento que, entre as pautas, tem reivindicações pelo reajuste do piso e o pagamento de valores referentes ao retroativo das negociações de 2022.
A paralisação desta quarta foi anunciada na semana passada pelo Sinpro. De acordo com a coordenadora do sindicato, Lúcia Lacerda, ainda no ano passado a categoria aprovou uma pauta de reivindicações que guia as negociações com a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) desde então. Entre as demandas do magistério municipal, está o atendimento do piso nacional da educação, reajustado em 15% pelo Governo federal neste ano; e o pagamento da retroatividade do reajuste de 33,24% concedido no ano passado.
O que está na nossa pauta é a questão do reajuste do piso, que está na ordem de 15%, a partir de 1º de janeiro, para todos os segmentos. Teve a luta da categoria para a revogação do artigo nono e, com essa revogação, estamos reivindicando o que é de direito para o magistério, que é o reajuste de 15% para todos”, defende a coordenadora.
Lúcia Lacerda ainda lembra da revogação do artigo da Lei Municipal nº 13.012/14, que autorizava a concessão de reajustes diferenciados aos professores municipais nas situações em que os salários base da carreira estivessem abaixo do piso nacional da categoria.
Sobre o reajuste conferido no último ano, Lúcia afirma que o magistério chegou gradualmente aos 33,24% anunciados pelo Executivo, mas parte dos valores da retroatividade ainda ficou para ser pago em 2023.
Ainda temos outros diversos pontos da nossa pauta, como o retorno de projetos que foram consolidados nas escolas e foram extintos. A questão da pauta dos secretários escolares, que fazem parte do magistério municipal, que têm demandas que não estão sendo atendidas há muitos anos”, enumera.
As pautas motivaram, até o momento, duas reuniões entre o Sinpro-JF e a Prefeitura. “Estamos aguardando a ata que, de fato, retrata realmente o que foi discutido e o que foi colocado de compromisso. Tem questões que a gente precisa aguardar um pouco mais para poder repassar”, conta a coordenadora.
A Tribuna questionou a Prefeitura sobre as reivindicações do magistério e aguarda resposta.
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